44 satélites brasileiros: a BRASSAT ainda está no papel
A Visiona propõe uma constelação de uso civil e militar e busca recursos do FNDCT para a primeira fase. Contrato, calendário e regras de acesso aos dados ainda não existem.

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O Brasil quer uma constelação própria de 44 satélites, mas ela ainda está no papel.
A Visiona, empresa formada pela Embraer e pela Telebras, propõe a BRASSAT, uma constelação de uso civil e militar, e busca recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para a primeira fase. A proposta, defendida pelo presidente da empresa, João Paulo Campos, está em discussão no comitê CT-Espacial do fundo.
Como a constelação está desenhada
Pela proposta, 16 satélites fariam o monitoramento sistemático do território, com resolução de 2,5 m e a meta de cobrir o país inteiro a cada cinco dias. Outros 4 seriam de alta resolução, voltados a áreas específicas, e 24 cuidariam de comunicação e coleta de dados, com aplicações de internet das coisas (IoT).
A meta de cinco dias vale para o grupo de monitoramento e é um objetivo do projeto, não um número medido em operação.
O que ainda não existe
As matérias que tratam da proposta listam o que falta: contrato de implantação, liberação de recursos para a primeira fase, calendário firme de lançamentos e regras de acesso aos dados.
Os valores conhecidos são de 2025, quando o projeto foi apresentado ao CT-Espacial em uma versão com 40 satélites: R$ 244 milhões em três anos para a fase 1 e R$ 178 milhões em dois anos para a fase 2. Eram estimativas. O orçamento da versão de 44 satélites não foi divulgado.
Por que importa
Quem trabalha com geotecnologia no Brasil já usa imagens do CBERS e do Amazonia-1, junto com as de missões estrangeiras. Uma constelação nacional só amplia o que temos se os dados chegarem a quem precisa deles, e essa decisão ainda está em aberto.
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