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44 satélites brasileiros: a BRASSAT ainda está no papel

A Visiona propõe uma constelação de uso civil e militar e busca recursos do FNDCT para a primeira fase. Contrato, calendário e regras de acesso aos dados ainda não existem.

Por Brasil Geo
América do Sul vista do espaço, com o Brasil ao centro, em mosaico de imagens de satélite sem nuvens
O território que a BRASSAT pretende cobrir a cada cinco dias, em mosaico do sensor MODIS. Imagem: NASA Earth Observatory, Blue Marble Next Generation (dados MODIS)
Satélite
Terra (mosaico Blue Marble Next Generation)
Sensor
MODIS
Lugar
América do Sul
05 out 2026
1 min de leitura
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O Brasil quer uma constelação própria de 44 satélites, mas ela ainda está no papel.

A Visiona, empresa formada pela Embraer e pela Telebras, propõe a BRASSAT, uma constelação de uso civil e militar, e busca recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para a primeira fase. A proposta, defendida pelo presidente da empresa, João Paulo Campos, está em discussão no comitê CT-Espacial do fundo.

O desenho da constelação, segundo a proposta
16
satélites de monitoramento sistemático, com resolução de 2,5 m
4
satélites de alta resolução, para áreas específicas
24
satélites de comunicação e coleta de dados, com aplicações de IoT

Como a constelação está desenhada

Pela proposta, 16 satélites fariam o monitoramento sistemático do território, com resolução de 2,5 m e a meta de cobrir o país inteiro a cada cinco dias. Outros 4 seriam de alta resolução, voltados a áreas específicas, e 24 cuidariam de comunicação e coleta de dados, com aplicações de internet das coisas (IoT).

A meta de cinco dias vale para o grupo de monitoramento e é um objetivo do projeto, não um número medido em operação.

O que ainda não existe

As matérias que tratam da proposta listam o que falta: contrato de implantação, liberação de recursos para a primeira fase, calendário firme de lançamentos e regras de acesso aos dados.

Os valores conhecidos são de 2025, quando o projeto foi apresentado ao CT-Espacial em uma versão com 40 satélites: R$ 244 milhões em três anos para a fase 1 e R$ 178 milhões em dois anos para a fase 2. Eram estimativas. O orçamento da versão de 44 satélites não foi divulgado.

Por que importa

Quem trabalha com geotecnologia no Brasil já usa imagens do CBERS e do Amazonia-1, junto com as de missões estrangeiras. Uma constelação nacional só amplia o que temos se os dados chegarem a quem precisa deles, e essa decisão ainda está em aberto.

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